domingo, 18 de dezembro de 2022

Sevilha, Andaluzia, Espanha (Sevilla, Andalucia, España)

 



Sevilha é a quarta maior cidade da Espanha, atrás de Madri, Barcelona e Valência. Tem cerca de 700 mil habitantes e a região metropolitana mais de 1.5 milhão. É a capital da província homônima e também da região da Andaluzia – uma das 17 regiões autônomas da Espanha. A região está situada no sudoeste do país. Veja:


Em vários roteiros planejados por mim na Europa, em pelo menos três oportunidades, a cidade da Sevilha estava nos planos, mas por diversos fatores, fui conhecer a belíssima e surpreendente cidade de Sevilla somente no final de 2021.

Em geral, Sevilha é marcada pelas altas temperaturas e por poucas chuvas. A minha experiência foi fora da curva: frio e muita chuva. Faz parte. O mais importante é que nas tardes que estive por lá, a chuva deu uma trégua e consegui fazer todos os passeios programados. Um pouco de sorte sempre é bem-vinda.

Para uma visita completa e tranquila à cidade, 3 a 4 noites são necessárias. E vale muito a pena. A cidade é muito charmosa, tem várias atrações turísticas interessantes, boa comida e um povo muito simpático. E melhor, não é lotada de turistas!

A arquitetura da cidade é claramente uma mistura da cultura cristã e mulçumana. Sem entrar em muito em detalhes históricos, o sul da Espanha foi dominado pelos Mouros por quase 8 séculos, de 711 a 1492 D.C., e depois retomado pelos cristãos. A influência das duas culturas e religiões é muito peculiar.

A seguir comento algumas experiências por lá.

Como chegar?

Você poderá chegar à Sevilha de trem, carro ou avião. Até de barco é possível, pois o rio da cidade, Guadalquivir, o maior da Espanha, é navegável até o mar mediterrâneo.

Cheguei de trem de alta velocidade (Renfe, AVE), “direto” (cinco paradas sem mudança de trem), a partir da Estação Sants em Barcelona: cerca de 5 horas e 20 minutos de viagem. Também existe trem direto para outras cidades importantes, como Madri, Córdoba e Málaga.

Para ir embora, aluguei um carro, pois no meu roteiro a próxima cidade a ser visitada era Granada. Percorri uma estrada fenomenal e tranquila (autovia), cerca de 2 horas e 30 minutos, e sem pedágios.

Dica: alugue o carro no aeroporto. Não é longe do centro, cerca de 10 km, e para você pegar o carro é muito mais fácil. O aluguel na estação de trem (Estação Santa Justa) pode gerar algum tumulto, pois várias locadoras ficam fora da estação (suas malas serão um problema).

Onde ficar?

A cidade tem várias opções de hotéis e para todos os gostos. O hotel mais famoso é o Alfonso XIII. Um hotel 5 estrelas e muito bem localizado, próximo à Catedral e ao Alcazar. Todavia, um amigo que se hospedou por lá recentemente, comentou comigo que apesar da imponência do hotel, os quartos estão antigos. A partir dessa dica fui buscar outras opções.



Para a minha sorte escolhi o Hotel Colón Gran Meliá – lá conhecido apenas como Hotel Cólon. O hotel é espetacular. Tudo novo. Ótima recepção e um excelente atendimento. Quartos amplos e bem decorados. Vale a pena. Detalhe: em todos os andares, nas portas dos quartos, existem pinturas clássicas de pintores locais. Um show.




Passei a noite de Natal no hotel e foi muito legal. A localização também é muito boa (um pouco mais longe do que o outro hotel citado).

Principais atrações:

Catedral, Alcazar e Torre de Giralda. Opte por uma visita guiada abrangendo os três monumentos. Comprei o passeio no Trip Advisor (empresa de turismo Naturanda) com alguma antecedência. Faça o mesmo. E não se esqueça de levar o passaporte. É obrigatória a apresentação do mesmo na entrada da Catedral e do Alcazar. Os monumentos são belíssimos, mas o ponto alto da visita é a vista lá de cima da Torre de Giralda. Sensacional. Não deixe de subir.





Plaza de España. Uma das maiores praças da Europa. E talvez uma das mais belas que já visitei. Fica dentro do parque María Luisa. Cerca de 10 minutos da Catedral, caminhando. A visita é gratuita.




Passeio pelo rio Guadalquivir. Tem várias embarcações maiores com passeios de 1 hora e custo mais reduzido. Optei por fazer o passeio num Iate com capacidade para até 12 pessoas. Mais uma vez demos sorte, embarcou somente a minha família (4 pessoas): um passeio exclusivo por cerca de 130 euros (total). Uma pechincha. Também contratei o passeio pelo Trip Advisor (Empresa Fun Ride Sevilla). Vale a pena. Somente o ponto de embarque que pode gerar alguma confusão. Coloque no GPS o nome da empresa. O Iate estará lá alguns minutos antes do embarque.

Torre de Oro. Fica às margens do rio.  Apenas tirei foto do exterior.



Setas de Sevilla (Metropol Parasol). Um monumento mais recente, finalizado em 2011, moderno e em formato de cogumelos (“setas” em espanhol), localizado no centro da cidade. A vista de lá é sensacional, especialmente no final da tarde. Fica a 7 minutos caminhando do Hotel Cólon. Comprei o ingresso lá mesmo, sem problemas. Mas, talvez, o melhor é comprar pela internet com antecedência, para evitar possíveis filas em época de temporada.




Passeios a pé pelos bairros principais. Vá caminhando lentamente pelas ruas estreitas e admirando a cidade: muito legal mesmo. Os bairros mais famosos são o Santa Cruz (dentro do centro histórico) e o Triana (do outro la lado do rio). A arquitetura é muito peculiar.

Restaurantes, cafés e sorveterias – opções a cântaros. Boa comida regional e bons preços. Um dos restaurantes que gostamos muito foi o Abades Triana. Fica à beira do rio, na margem oposta aos principais monumentos. Tem uma vista muito legal dos mesmos. Fomos à noite. Comida muito boa, ótima carta de vinhos, porém um preço um pouco mais salgado. Vale a pena. Se você quiser reservar uma mesa próxima ao rio, pagará um suplemento de 15 euros por pessoa.

Outro restaurante que gostamos muito foi o El Burladero que fica no próprio Hotel Cólon, mas que é aberto ao público: comidas regionais e tapas. E boa carta de vinhos

Para finalizar, cito dois passeios típicos, mas que não fizemos dessa vez. Os shows de Flamenco e as touradas.

A visita à cidade de Sevilha é muito agradável. Inesquecível. Coloque no seu roteiro numa próxima visita à Espanha.

MJR

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Hotel Fasano Boa Vista


 

Localizado no interior de São Paulo – distante apenas 110 Km da capital Paulista – essa unidade da Rede Fasano tem seu charme. O hotel fica dentro do condomínio de luxo Fazenda Boa Vista, projetado pela empresa JHSF, sócia controladora da rede.



O Hotel fica no centro do condomínio e tem uma extensa área verde e um belo lago. Os destaques para mim foram a tranquilidade, o conforto e a segurança. Além, é claro, do costumeiro serviço premium da marca Fasano.

A seguir alguns comentários pessoais. Mais informações no site do Hotel.

Acesso

A melhor opção é ir de carro. A rodovia de acesso é a Castelo Branco. O aeroporto de Campinas, Viracopos, fica muito próximo, cerca de 65 minutos. Para quem tem disponibilidade, o condomínio também conta com heliponto (não é o meu caso).

O acesso ao condomínio fica às margens da rodovia Castelo Branco, no sentido interior-capital. Após a devida identificação na portaria, o hotel fica a cerca de 3 km. Velocidade máxima permitida de apenas 30 km / hora dentro do condomínio.

Estacionamento

É gratuito e fica ao lado da recepção, porém o acesso é ruim. O manobrista recebe o carro numa rua estreita. Decididamente, faltou uma entrada mais inteligente e confortável para os hóspedes.

Acomodações

Talvez o melhor do hotel. Os quartos são amplos, muito confortáveis e bem cuidados, e com bom isolamento acústico. O hotel dispõe de quartos conjugados para abrigar famílias. Todos os quartos têm uma varanda externa com vista direta para o lago central, em frente ao hotel. Veja a foto do pôr do sol que fiz no dia da minha chegada (foto registrada na varanda).




Existem apartamentos térreos e no primeiro andar, dispostos em duas asas laterais, sendo as áreas comuns centrais: recepção, restaurante e bar.

Refeições

O hotel tem apenas um restaurante interno, no subsolo (piso inferior ao da recepção), que oferece o café da manhã (incluso na diária), o almoço e o jantar. A comida é boa, mas cara.

A carta de vinhos é um dos pontos negativos: apesar de bons rótulos, os preços são exorbitantes. Exemplo: um Champagne comum (Moët & Chandon Imperial) que tem preço médio de 300 reais, lá é vendido por cerca de 900 reais. Sem comentários.

Existe ainda um Empório ao lado da piscina para lanches e refeições rápidas durante o dia e na hora do almoço, porém o funcionamento é de quarta à domingo. Como fiquei de segunda à quarta, não tive a oportunidade de avaliar o serviço

Ao lado do empório você encontrará um pequeno Market com algumas lojas de grife.

Bar

Mais um ponto negativo. Apesar da bela vista, do local agradável e do bom serviço, incluindo o menu, o bar fecha às 22 horas. Decididamente, algo inacreditável.

Piscina

A piscina externa é sensacional. Ampla e de borda infinita. Os espaços e os mobiliários são extremamente confortáveis. Todavia, apesar do bom serviço, neste período de pandemia, o bar da piscina estava oferecendo apenas bebidas, mas nenhum petisco.

Agora preciso falar do principal defeito do hotel, em minha opinião. Apesar da distância bastante reduzida entre os quartos e a piscina, não há acesso direto do hotel à área da piscina: ou você sai do hotel e vai pela rua de acesso à recepção, ou você caminha pelo jardim e, sem exagero, pula o canteiro para adentrar o local da piscina. Inexplicável.




Prática de esportes

No interior do condomínio é muito prazeroso a prática de caminhadas e corrida – o hotel é completamente interligado às demais casas e lotes. O terreno é plano, margeado por muita área verde e as ruas cercadas pelas imponentes mansões espalhadas pelo local.

Existem dois centros esportivos, um mais completo na entrada do condomínio, e outro mais próximo ao hotel (cerca de 1 km); neste último, contendo apenas quadras de tênis. Eu, particularmente, acho que o hotel deveria ter uma quadra poliesportiva exclusiva para os hóspedes, e mais próxima ao hotel, especialmente para quem está em família.



Spa e Fitness Center

O hotel oferece um renomado Spa, mas não posso opinar dessa vez, pois não usei o serviço em virtude das limitações da pandemia.

Em resumo, acho que é o Hotel Fasano Boa Vista é um bom local para o descanso da mente. Sugiro permanecer lá por duas noites, e, de preferência, a dois, sem crianças. A beleza do local, o conforto e a cortesia do serviço mitigam qualquer defeito.

Com certeza voltarei lá.

MJR




quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Grande Hotel São Pedro

Nesse post vou recomendar um excelente hotel no interior de São Paulo, na cidade de Águas de São Pedro, especialmente para os dias atuais, com as restrições da pandemia, onde temos pouquíssimas opções de lazer.

Estive lá com a família nos últimos dias. Foi a minha terceira vez no hotel, a segunda nos últimos dois anos.

O hotel está impecável após o longo período de fechamento na pandemia e muitas áreas foram reformadas.

As novas regras sanitárias estão sendo cumpridas com louvor. Muita segurança, mas sem atrapalhar o passeio.

Atualmente o hotel tem permissão para 50% de ocupação, seguindo orientações do Governo de SP.

Antes de repassar algumas dicas, gostaria de comentar que esse estabelecimento é um Hotel-Escola, Senac, e que por isso, o serviço, o atendimento e as refeições são extraordinários.

Outro aspecto positivo, o estabelecimento oferece atividades para todas as idades: crianças menores, pré-adolescentes, adolescentes, jovens, adultos e idosos.

E mais. A área do hotel é muito grande o que evita aglomerações. Veja a foto aérea do Google.

Gostamos tanto dessa última vez que provavelmente repetiremos a dose ainda em 2020.

Aproveite as dicas e, se necessário, acesse ao site do hotel para mais informações. Veja a escadaria na entrada do hotel:

Quantos dias ficar?

Para quem mora longe, como nós (cerca de 840 km), o ideal é passar três a quatro noites. Obviamente, para os moradores da região, um final de semana é uma boa opção. Confesso que ficaria por lá por uma semana, tranquilamente.

Como chegar?

Em todas as vezes fomos de carro. A cidade fica ao lado de Piracicaba, cerca de 20 km. Do aeroporto de Campinas, Viracopos, a distância é de aproximadamente 105 Km (1 hora e meia de viagem). Da cidade de São Paulo cerca de 2 horas (184 km). O estacionamento é gratuito.

A cidade de Águas de São Pedro

O hotel fica na pequenina cidade de Águas de São Pedro, sem grandes atrativos. O município tem um comércio de malhas com bons preços, além das águas hidrominerais e parques. Uma curiosidade: é um segundo menor município brasileiro em extensão territorial e tem cerca de 4 mil habitantes.

As acomodações do hotel

O hotel oferece vários tipos de acomodações. A melhor opção para uma família de 4 ou 5 pessoas é o apartamento luxo família, composto de dois quartos, um de casal e outro com três camas de solteiro, e um banheiro entre eles. Os quartos estão novinhos e são espaçosos. Consulte no site do hotel outras opções.

As refeições

Em geral, o hotel tem sistema de meia pensão (café da manhã e almoço) ou pensão completa, a depender da data – a consultar. As refeições são servidas em sistema de buffet, num grande salão. A qualidade da comida é excelente (obs.: em geral não gosto do sistema de buffet, mas lá é muito acima da média). Em baixa temporada tem serviço à la carte.

O restaurante gourmet

Dessa vez fomos ao restaurante gourmet, o Engenho da Águas. É um pequeno restaurante com menu fechado, em várias etapas e com alta qualidade. É necessária a reserva prévia. O serviço é pago por pessoa (250 reais) e existe ainda a opção de harmonização com vinhos (350 reais por pessoa). Usualmente o restaurante funciona apenas nas sextas e sábados.

A carta de vinhos

Outro ponto forte. O Hotel tem uma excelente carta de vinhos e com ótimos preços. Tem vinhos para todos os gostos, desde os mais simples até grandes rótulos de Bordeaux. Dispõe ainda de algumas garrafas Magnum (1,5 litro), o que é interessante para famílias maiores. As taças são de primeiríssima.

Opções de lazer

Aqui outro ponto fortíssimo do Grande Hotel. Para quem gosta de esportes, como eu e meu filho, lá é o paraíso.

1)      Spa – conta com um belo SPA, saunas e piscina interna aquecida (dessa vez, não fomos lá, por motivos óbvios).


2)      Esportes – são 4 quadras de tênis, um campo de futebol Society e um ginásio poliesportivo. Tudo muito novo e bem cuidado. Sugiro que você leve seu material próprio.


3)      Academia – o hotel dispõe de boa academia.


4)      Piscinas – a área das piscinas é muito agradável e ampla. Uma pena que dessa vez a piscina principal estava muito gelada (problema no aquecedor). O Bar é muito bom e tem uma área belíssima ao redor com mesas sob uma grande árvore.






5)      Parque Aquático – é um parque considerável por estar localizado dentro de um hotel.



6)      Área verde e caminhadas – o hotel fica numa área verde belíssima e ampla. A caminhada é muita prazerosa. Você também pode fazer um passeio de bicicleta (o hotel oferece bicicletas).  

7)      Clubinho – existem “clubinhos” para todas as idades, inclusive para adolescentes. Eles adoram as diversas atividades.

8)     Bar – o bar central no corpo do hotel é amplo e muito agradável, especialmente para o período noturno. Para quem gosta de degustar uísques, o hotel dispõe dos melhores rótulos da Macallan (uma das companhias mais famosas produtoras de uísque da Escócia). Oferece também chopp, cervejas, vinhos e coquetéis variados.

9)     Área de carteado e TV – fica no andar de cima à recepção. Bem legal.

Posso garantir, para quem gosta das atividades aqui listadas, a visita ao Grande Hotel São Pedro é sensacional. Vale a pena.

Aproveite.

MJR

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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Normandia, França.



O interior da França é frequentemente uma opção de passeio nas minhas férias em território europeu. Já visitei várias das regiões francesas (equivalentes a Estados no Brasil), como a Alsácia, a Borgonha, o Rhône, a Provence, a Aquitânia (Bordeaux) e o Vale do Loire, dentre outros. Mas a Normandia quase sempre era “desprezada” por mim, talvez por desconhecimento, talvez pela falta de vinícolas por ali. 

Finalmente, neste mês de abril de 2019, passei cinco dias por lá e não foram suficientes para conhecer os principais pontos turísticos da Normandia. Escrevo nas próximas linhas algumas dicas da minha primeira experiência, especialmente para aqueles que ainda não conhecem essa interessante parte do território francês.

Como chegar?

Sem dúvida, a melhor maneira de visitar a Normandia é de carro. E melhor, saindo do aeroporto Charles de Gaulle em Paris, o acesso à autoestrada que nos leva à Normandia é bastante fácil. Para aqueles que não curtem alugar carro é possível fazer o trajeto de trem para os principais pontos turísticos.




Desta vez comecei minha rota por Chantilly, uma pequena cidade ao norte de Paris, fora da Normandia, mas que abriga um sensacional castelo e tem um hotel muito exclusivo, sobre os quais escreverei em breve. De lá, segui para Giverny – menos de uma hora de carro.

Giverny

A primeira e obrigatória parada na Normandia é pequenina cidade de Giverny. Essa charmosa vila é muito conhecida por ter sido escolhida pelo pintor Claude Monet para ser sua residência e inspiração de grande parte de seus quadros impressionistas.

A cidade fica a pouco mais de 70 km de Paris e pode ser visitada em algumas horas. Assim, em minha opinião não vale uma estadia por lá.

Os destaques são a casa de Monet e seus jardins (Fundação Monet). O estacionamento é de fácil acesso e gratuito. A entrada é paga e pode ser adquirida com antecedência. Os jardins são belíssimos e não deixe de visitar a parte do outro lado da rua, onde você encontrará a famosa ponte japonesa das obras de Monet e as ninfeias (plantas aquáticas), retratadas com maestria no quadro de mesmo nome. O acesso a essa área dos jardins fica um pouco escondido, próximo à entrada exclusiva para grupos de visitas, e é feito por um pequeno túnel. Não deixe de visitá-la.





Além da Fundação Monet, existe na cidade o museu dos impressionistas. Optei por não visitá-lo por uma questão de tempo e por já ter programado a visita ao museu de Orsay em Paris na mesma viagem que contém um belíssimo acervo desses pintores. Vale a pena também uma pequena caminhada pela florida vila de Giverny e uma breve refeição nos restaurantes por ali.

Rouen

A capital da Normandia Alta fica ao norte de Giverny, cerca de 100 km. Não tive a oportunidade de visitá-la dessa vez, mas é uma opção de pernoite após o passeio em Giverny. Pelo que li, a catedral da cidade me parece ser o grande destaque da cidade, e foi cenário de vários quadros de Monet.

Deauville, Honfleur e Le Havre.

Essas pequenas cidades litorâneas ficam muito próximas e estão localizadas ao norte de Rouen e Giverny, cerca de 130 km da segunda, e são boas opções para se hospedar na região – fiquei três noites. Através de dicas de amigos e da leitura de alguns blogs optei por fazer a “minha base” de hospedagem na cidade de Deauville. Uma decisão muito acertada.

Deauville

A cidade de Deauville é conhecida por ser o balneário dos parisienses e pela paixão aos cavalos. Há ainda o festival de cinema que atrai turistas e personalidades do mundo inteiro.

O acesso à cidade de Deauville é muito tranquilo e rápido, o que facilita a saída para outras cidades. A arquitetura de estilo normando das casas é outro destaque. Tudo muito bem cuidado. Veja a prefeitura na foto seguinte.



Fiquei hospedado no Hotel Barrière Le Normandy, o mais famoso por lá. Apesar de muito grande, o hotel é excelente e os quartos são impecavelmente modernos e confortáveis. O café da manhã é ótimo e, para aqueles que gostam, o hotel tem acesso direto ao maior cassino da cidade.



Três “pequenos problemas” na hospedagem no hotel: o estacionamento privativo do hotel não comporta todos os veículos aos finais de semana, e é preciso reservar com antecedência (por um custo alto). Como não fiz a reserva prévia, tive que deixar o carro na rua em uma área gratuita próxima ao hotel, sem maiores problemas (as ruas da cidade são demarcadas por áreas pagas e gratuitas para o estacionamento dos carros de turistas e moradores locais; tudo muito bem sinalizado e organizado, sem contar que a cidade é muito segura). Outro inconveniente é que o hotel fica muito cheio nos finais de semana, o que pode ser um pouco assustador. Por último, o restaurante do Hotel, Belle Époque, é decepcionante, destoando da qualidade do café da manhã.

A famosa praia de Deauville fica em frente ao hotel. Existe um calçadão bem legal para uma caminhada, além de bares e restaurantes ao longo da praia. Obviamente não cheguei nem perto da água, pois a temperatura nessa época do ano é muito baixa – menos de 10 graus, em média. Uma curiosidade para nós, brasileiros, é a presença dos “estábulos” para cavalos junto ao calçadão.

Mas o melhor da escolha por Deauville é a presença de ótimos restaurantes, alguns estrelados, e que podem ser acessados a pé. Indico dois: o Maximin Hellio e o L’ Essentiel, ambos com uma estrela Michelin e sensacionais, além do preço justo pela alta qualidade.



Honfleur

Essa vila está localizada à leste de Deauville, cerca de 20 Km, na margem esquerda do estuário do rio Sena. Existem estacionamentos pagos nas entradas da cidade. Basta estacionar o carro e pagar nas máquinas automáticas com cartão de crédito ou dinheiro, e deixar o comprovante na parte interna do carro, junto ao vidro do lado do motorista.

Após uma caminhada curta você encontrará o centro da cidade, que é uma concentração de casas, bares e restaurantes ao redor de uma pequena baía, chamada de “Vieux Bassin” – velha baía.


Particularmente achei Honfleur um pouco cheia demais e algo tumultuada, mas mesmo assim, vale a pena a visita. Existem opções de hospedagem por ali, além de bons restaurantes, inclusive um duas estrelas Michelin, o SaQuaNa. Por uma questão de tempo e logística acabei não o conhecendo.

Ponte da Normandia e Le Havre

A arquitetura da ponte que cruza o rio Sena em direção ao leste da Normandia é uma atração à parte. Uma das maiores pontes suspensas da Europa. Passar por ela vale o passeio. Logo após a ponte fica a cidade de Le Havre. Passei rapidamente por lá e me pareceu ser a “cidade dos negócios” da região, sem grandes atrativos turísticos.



Étretat

A cerca de 40 km ao norte de Le Havre fica a pequenina Étretat. Uma cidadela em torno de uma pequena praia de mar azul, margeada por belíssimas falésias. O local é muito bonito e peculiar, veja a seguir. Vale a visita.




A meu ver, o único problema de Étretat é estacionar o carro. Os espaços para estacionamento são escassos em virtude da grande procura. Assim sugiro evitar a visita em dias movimentados, como nos finais de semana.

Caen, Bayeux e as praias do Dia D

Também não foi desta vez que consegui visitar as duas cidades e as famosas praias do desembarque dos aliados na segunda guerra mundial. A princípio eu tinha previsto a visita em algumas das praias, mas o tempo não foi suficiente. Ficou para uma próxima vez.

A cidade de Caen é a capital da Normandia Baixa e dista cerca de 80 km de Deauville, a oeste. Uma das principais atrações da cidade é o museu da guerra, e fica no caminho para o Mont Saint-Michel.

Le Mont Saint-Michel

Com certeza o grande destaque da Normandia e o ponto turístico mais conhecido da região. A pequena ilha rochosa fica numa vasta baía na divisa com a Bretanha. Não vou me ater à descrição desse magnífico local, porque as s imagens a seguir falam por si só. Sensacional! Ainda mais especial porque tive a sorte de pegar um dia ensolarado.






Seguem dicas da visita por lá:

Acesso: como já comentei a melhor opção é por carro. O Mont Saint-Michel fica a duas horas de Deauville e cerca de quatro horas de Paris. Por isso, resolvi sair cedo de Deauville e retornar no mesmo dia. Acho que foi uma boa escolha, mas para quem quiser pernoitar por lá, comentarei algumas opções em breve.

Estacionamento: coloque no GPS “estacionamento Mont Saint-Michel”. O local é de fácil acesso (cancelas automáticas), amplo e relativamente barato. Leve o ticket do estacionamento com você e pague-o antes de sair. Valor de 14 euros por 24 horas.



Transfer e acesso a pé: junto ao estacionamento você encontrará um ponto de apoio ao turista com banheiros, lojas, hotéis e o centro de informação (pequeno vilarejo de La Caserne). De lá, você poderá seguir de Navette (ônibus) até o Mont Saint-Michel, gratuitamente, ou seguir caminhando, cerca de 40 minutos. Fui a pé e retornei de Navette para ganhar tempo. A ida a pé vai mostrando o monte à medida que se aproxima e vale a pena cada passada. Sugiro que você faça o mesmo.



Hotéis: para quem quiser se hospedar no local, existem várias opções na área continental, junto ao estacionamento, numa área plana, agradável e muito bem cuidada, cercada por restaurantes e pequenos comércios. Nem todos os hotéis têm vista direta para o Monte. Outra opção é a hospedagem dentro das muralhas do Monte. Existem alguns poucos hotéis três estrelas. 

A entrada do Monte é gratuita. Ao desembarcar do ônibus siga para a porta principal de entrada. Você começará a subir o morro em direção à Abadia que fica no alto do monte. Esse acesso é margeado por lojas, hotéis, bares e restaurantes.

A Abadia: a visita à Abadia é obrigatória e muito interessante, sem falar na belíssima vista lá de cima. A visita é paga. Se puder compre seu ingresso pela internet, evitando a fila na entrada. A visita pode ser livre (inclusive com áudio guia) ou guiada.

Essas foram as minhas singelas dicas da Normandia nessa minha primeira visita por lá. Com certeza voltarei num futuro breve para conhecer os pontos turísticos não visitados e, quem sabe, revisitar os destaques.

Voilà!

MJR